Leyendo Descubra como funciona um torno paralelo, uma máquina indispensável Siguiente Diferença entre centros de maquinagem horizontais e verticais

Descubra como funciona um torno paralelo, uma máquina indispensável

Descubre cómo funciona un torno paralelo, una máquina indispensable

O torno paralelo é uma máquina, considerada também uma ferramenta, que permite transformar as dimensões e formas de qualquer peça sólida. Este processo de transformação consegue-se graças à rotação da peça sólida em torno do eixo de simetria da forma pretendida, removendo o material perifericamente e em forma de apara. É assim que funciona um torno paralelo.

 

Como funciona um torno paralelo?

O sistema do torno paralelo baseia-se numa cabeça onde roda uma árvore, duas guias paralelas, uma longitudinal e outra transversal em relação à árvore. Sobre o nariz da árvore está instalada a bucha universal (pode ser prato liso ou bucha de três e quatro grampos). Servem para ajustar e centrar a peça que vai ser maquinada e indicar o movimento de rotação que o motor elétrico irá realizar.

O torno paralelo é uma das máquinas-ferramenta mais úteis e utilizadas na indústria. Entre as vantagens do torno paralelo destacam-se a facilidade de utilização e a versatilidade, já que as peças podem ser preparadas rapidamente e com facilidade. Esta máquina serve para executar uma infinidade de trabalhos com a máxima eficácia, como:

  • Torneamento cilíndrico
  • Facejamento
  • Torneamento cónico
  • Abertura de roscas
  • Corte
  • Corte de metal
  • Corte de formas

Quais são as partes de um torno paralelo?

O torno paralelo é constituído por 4 partes: conjunto da cabeça, barramento, carro e conjunto do contraponto.

Conjunto da cabeça

Esta peça está fixa permanentemente ao barramento, na zona esquerda do torno. Inclui também a árvore da cabeça, que roda com a ajuda das polias. A função da árvore é centrar a peça a trabalhar e fazê-la rodar. A precisão de um trabalho no torno depende do eixo rotativo da árvore que centra a peça, que deve ser fabricado com o máximo cuidado possível.

Barramento

Constitui a base do torno e é a parte responsável por suportar todos os elementos que o compõem. A qualidade das guias depende dos materiais de construção utilizados pelo fabricante. Neste sentido, os tornos mais económicos distinguem-se por terem guias menos reforçadas ou não temperadas.

No mercado existem guias lineares substituíveis, enquanto outros fabricantes utilizam guias de fundição endurecidas que fazem parte integrante do barramento.

Carro

É a peça responsável por controlar a ferramenta de corte e é composta por 5 partes diferentes:

  • Avental fixo ao suporte do carro: encontra-se suspenso na parte frontal do barramento
  • Suporte do carro transversal: esta peça de fundição desliza sobre as guias e ajusta-se ao barramento
  • Carro superior (orientável): encontra-se na parte superior do carro transversal
  • O carro transversal: está situado por cima do carro principal
  • O poste para a cunha e a anilha, que deslizam numa ranhura em T na parte superior do suporte


Elementos de segurança do torno paralelo

O torno paralelo dispõe de uma proteção transparente e um microinterruptor que se utilizam preventivamente contra projeções, e de botões que permitem paragens de emergência, etc. Além disso, as correias, polias e rodas dentadas da máquina estão protegidas com resguardos.

Medidas preventivas para a utilização do torno paralelo

Agora que sabe como funciona um torno paralelo, antes de começar o trabalho de torneamento é muito importante realizar as seguintes verificações:

  1. A máquina deve estar ligada a um interruptor diferencial com a respetiva ligação à terra. Além disso, é conveniente que as tampas de proteção das transmissões e engrenagens tenham interruptores instalados em série, pois isso impede o arranque do torno quando as carcaças de proteção não estão fechadas.
  2. A peça a tornear deve estar numa posição correta e bem fixa para que o movimento não tenha obstáculos.
  3. A bucha e o dispositivo de segurança devem estar corretamente colocados.
  4. Certificar-se de que os parafusos de fixação estão bem apertados.
  5. Retirar a chave de aperto da bucha.
  6. A alavanca de bloqueio deve estar bem fixa.
  7. A ecrã transparente de proteção contra projeções de aparas deve estar bem colocado.
  8. Se o trabalho de torneamento for executado em barras compridas, deve verificar-se que a barra está totalmente coberta por uma proteção-guia.
  9. Se for utilizado contraponto no processo de torneamento, confirmar que este está bem fixo ao barramento e que a alavanca que bloqueia a árvore está bem apertada.
  10. Verificar que não existe nenhuma ferramenta ou peça esquecida sobre o torno, que possa ser projetada durante o processo.
  11. A cobertura de proteção da bucha deve estar bem colocado.
  12. Durante o torneamento, o operador deve posicionar-se de forma segura e o mais afastado possível das partes rotativas. As mãos devem manter-se sobre os volantes do torno paralelo e nunca sobre o barramento, o contraponto, o carro ou a peça a trabalhar.
  13. Todas as verificações devem ser realizadas com o torno desligado, em especial as seguintes:
  • Troca de ferramenta
  • Fixação da peça
  • Limpeza
  • Medição do acabamento
  • Posição do fluido de corte (lubrificante/refrigerante)

O conjunto da informação anterior aplica-se a todos os tornos, mas principalmente aos tornos manuais ou convencionais. Os tornos CNC, ao trabalharem de forma automática depois de programados, devem ter e normalmente têm carenagens integrais fechadas e não funcionam até a porta estar completamente fechada, o que permite uma operação de maquinagem muito mais segura.

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